Tenho saudades daquilo que nunca tive. Isso é possível? Observando como me sinto parece que eu criei um mundo à parte - o meu mundo - onde eu penso, imagino e vivo momentos dos quais nunca aconteceram no mundo real. Olho para os anúncios do IKEA e imagino-me numa daquelas casas com alguém em especial a ter momentos fantásticos cheios de amor, carinho e compreensão. Mas depois olho para a vida real e deparo-me com uma situação totalmente diferente: não moro com alguém especial, não tenho uma casa como as do IKEA e não tenho muitos momentos cheios de amor, carinho e compreensão.
Não partilho a minha vida com alguém carinhoso, o que me deixa de rastos por vezes. Não sou muito carinhosa, mas há momentos que me fazem falta. Sinto que me falta algo, de todo que não me sinto completa. Alegria, sorrisos, momentos divertidos é algo que não tenho à imenso tempo. Não consigo fazer com que me dês isso e penso se não será melhor cortar o mal pela raiz.
Quero viver uma paixão intensa que me faça fazer coisas boas e maravilhosas, que me deixe de sorriso rasgado só de pensar nela.
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Mikie
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A morte não passa do término de uma fase. A finalização de uma etapa e o evoluir para algo mais. É na morte que percebemos de que material somos feitos. Percebemos se fizemos bem ou mal durante aquela etapa que assistimos. Não percebo aquelas pessoas que durante a vida deixam de se falar, apunhalam-se vezes sem conta, pisam-se e só se fazem mal, mas quando uma delas morre choram terrivelmente. Não sou assim, não tenho por norma chorar quando alguém morre e prefiro guardar os sentimentos para mim.
Hoje a minha coelha morreu. Estava connosco desde 2006 e vê-la morta congelou-me por dentro. Vi-a toda esticada ali na gaiola dela, e arrepiei-me toda. Tentar perceber se ela estava a respirar foi algo que eu não sei descrever. Queria tocar nela mas ao mesmo tempo não conseguia esticar a mão. Sinto-me tão mal por isso, acho que todos devemos sentir afecto, mesmo na morte, e eu não lho consegui dar. Vou procurar maneiras de lidar com isto, se me dão licença.
Desabafo
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Praticamente seis meses depois aqui venho eu, de novo, procurar refúgio. Há coisas que me ultrapassam, desilusões, batalhas, complicações, jogos amorosos, seja o que for. Como não podia deixar de ser, sinto que estou à beira de um novo desafio que até agora sempre tentei ignorar. E, não fosse esse o propósito da vida, sinto-me despedaçada.
Verdade seja dita: ao longo destes dez a onze meses nunca te levei verdadeiramente a sério. Sempre soube que de um momento para o outro tudo podia mudar. Que hoje ficavas comigo e que amanhã logo se via. Isso deu-me algum encanto durante algum tempo. Contudo, enquanto ias e vinhas pedaços de mim foram-se perdendo. O encanto desvaneceu-se. Aproximei-me de ti e tu partiste-me o coração, inúmeras vezes. Faltaste-me ao respeito e mesmo assim eu toda estúpida ainda vou ficando do teu lado. A paciência começa a acabar, e eu, não sei o que fazer.
Não queria vir para aqui chorar a nossa história só precisava mesmo de desabafar. Escrever nalgum sitio coisas que só eu sei faz-me muito bem. Acho que vai haver um próximo capitulo.
"Leite leite ou mebocaína?"
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Em dois anos tanta coisa mudou. Sinto a tua falta como se fosse ontem. Minto. Sinto mais ainda, cada vez me lembro mais de ti, cada vez sinto mais saudades tuas, cada vez mais me sinto vazia por dentro. Podes não acreditar mas o dia 31 de Janeiro de 2011 mudou-me. Tudo tem sido diferente. A minha "leveza" foi-se, a Verónica que eu era desapareceu. Está tudo mais sombrio, sinto-me mais pesada. Não sei porquê mas sinto-me excessivamente ligada ao teu acidente. Eu sei que a culpa não foi de todo minha, mas sinto-me responsável por isso. Como se o meu dever tivesse sido impedir-te de ir, e eu tivesse falhado. Lembro-me de ficar a falar contigo até adormecer sobre coisas que não lembram a ninguém, como eram sempre as nossas poucas conversas. Sei que podia ter ido contigo, mas não fui.
Cada vez mais a tua imagem está presente na minha cabeça, e não sei se terias orgulho pelo que me tornei. Lembro-me imenso daquela vez que nos encontramos no Burguer King, com o teu tio e o meu avô, e nós sem saber bem o que dizer um ao outro, embaraçados. Lembro-me de todas as promessas que te fiz e que, por força do destino, não tive oportunidade de as cumprir. Lembro-me daquelas sandes/tostas que tu comias ao almoço e que eu não gostava nada. Lembro-me dos teus sinais. Lembro-me dos teus olhos, parece que estás a olhar para mim como naquele dia. Deves de ser das poucas pessoas que eu consigo "ver" mesmo sem te ver à tanto tempo.
Se tu soubesses o que eu queria andar para trás no tempo... O quanto eu queria que tudo tivesse sido diferente. Mas uma coisa eu sei, estejas onde estiveres eu sei que olhas por mim. Eu sei que parece estranho, não nos conhecíamos à muito tempo, mas não sei, sinto-me muito ligada a ti e não sei porquê. Desculpa se de certa forma falhei. Olha por mim, caminha comigo.
31 de Janeiro de 2013, do fundo do coração,
Verónica.
Closer
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Penso que a minha jornada não estaría completa sem um pedido de desculpas. Durante aproximadamente dois anos eu não fiz mais nada do que depositar em ti espectativas exageradas que, como já disse anteriormente não consegiram atingir a realidade. Hoje estou a libertar-me de todo o mal que te fiz e do mal que tu me fizeste a mim. Tirei as tuas fotos da minha parede, do meu pc, tirei-te até do meu telemóvel. Quero deixar-te para trás. Tu não mereces acompanhar a minha evolução, não mereces a menor das menores coisas. Usaste-me, brincaste comigo e simplesmente cheguei ao meu ponto de ruptura. Não dá mais. Já tenho vindo a seguir com a minha vida, mas a verdade é que ao pensar em ti ainda sinto borboletas na barriga. Amei-te demais, fiz-te demais, exigi demais de ti. Consumiste toda a minha energia e como quem não quer a coisa ias brincando com os meus sentimentos.
Resta-me então procurar uma vida em buscar da tal felicidade idealizada, uma vida plena de paz e prosperidade. Nunca fiquei tanto tempo sozinha, mas ei-de aprender a lidar com isso. Fazer as coisas por mim mesma e não porque alguém ficaria feliz se eu as fizesse. Quero sair, conhecer novas pessoas, fazer de mim feliz. Como uma amiga minha diz: homem é que nem biscoito, vai um vem dezoito! Tenho esperança nisso, nada melhor que um novo amor para esquecer o antigo. Mas daqui a uns tempos, espero. "Amor só, não chega."
Desejo-te o melhor para a tua nova vida, que sejas feliz. Beijinho, Amo-te.
Mulheres #1
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Será que é assim tão difícil compreender as mulheres como dizem? Acho que não. Nós procuramos somente amor, carinho, dedicação, atenção e compreensão, penso que são as palavras-chave para o tema de hoje. Toda a mulher gosta de sentir um abraço forte e de um beijo apaixonado que digam tudo aquilo que a boca não sabe dizer. De ver TV abraçados, de dormir com a cabeça no peito da pessoa amada, de receber flores em momentos espontâneos e não somente como pedido de desculpas. Gostamos de receber atenção todos os dias da semana e não somente naqueles dias do mês, de falar sobre o que nos incomoda e receber conforto da parte masculina. E, como não podia deixar de referir, gostamos também de receber aquela compreensão por sermos chatas, ciumentas, refilonas, teimosas, sensíveis (ou demais, ou de menos, nunca há meio termo), entre muitos outros adjectivos que nos são famosos.
Uma coisa que os homens não compreendem é a importância que nós atribuímos aos pequenos gestos! Não interessa se passaram o dia todo a escolher as flores perfeitas se o cartão é daqueles "automáticos". É preciso investir para que tudo corra bem, há que dar para receber. Se, são duas pessoas diferentes é normal que haja desentendimentos, o que não pode haver é falta de interesse/falta de investimento na relação. O que eu quero dizer com investimento não é que se deva comprar coisas caras (nunca se sabe, pode haver gente que pense que é assim que funciona), mas sim aquele investimento no sentido de parar para ouvir o que o outro tem para dizer!
Outra coisa que vocês não entendem é que por mais que vocês reclamem, nós gostamos de ir às compras. E de perder imensoooo tempo à procura de algo que provavelmente nem vamos encontrar, mas que o idealizamos de certa forma. Tem que ter sapato-mala-vestido a condizer, e claro, tudo a combinar com a cor dos olhos. Camos procurar até achar, sem dar tréguas! E quando finalmente chegarmos a casa com milhões de sacos iremos muito provavelmente pedir opinião masculina e, iremos falar até faltar o ar, pois estaremos super entusiasmadas com as compras feitas e desejosas de mostrar ao mundo.
Pois é população masculina, penso que não é assim tããão difícil!
[ Possivelmente terá continuação num futuro incerto. ]
turning over
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Um dia acordei e fiz de ti o meu mundo, coloquei em ti infinitos sonhos. Defini-te, tornei-te como eu queria que fosses, um complemento de mim mesma. Imaginei por momentos que ficaríamos assim para sempre, abraçados no meio da minha sala de estar. Depositei em ti todas as minhas esperanças e realidades e nem sequer parei para pensar se correspondias de facto à realidade que eu via. Inundei-te de frases complexas e pensamentos inesperados sem reparar que era demais para ti. Imaginei-te um ser perfeito, e que não colocarias em prática algo que sabias à priori que me iria magoar. Enchi-te de expectativas, mesmo antes de te conhecer. Agora, sentada no sofá da sala, sozinha, consigo ver que exagerei. Os abraços que decorreram aqui mesmo não passam de memórias. Tudo o que eu sonhei desapareceu como uma nuvem de fumo, esvaziando-se num céu carregado de nuvens bem negras. Os beijos apaixonados de trocamos passaram de ser 80 para ser 8. Não vou dizer que não sinto falta, é claro que sinto, mas desrespeitaste-me. Trataste como lixo tudo aquilo que eu mais prezei. Mandaste fora como que se não fosse nada, como se eu para ti nada valesse. Sabes que mais, eu pensava que o facto de me teres abandonado era uma coisa horrível, mas no final acabou por se revelar a melhor coisa que algum dia fizeste.
Um dia acordei e fiz de mim o meu mundo, aprendi a crescer sozinha e que nem tudo gira à volta de mais alguém para além de mim. Comecei a valorizar-me, a fazer as coisas por mim e não porque mas pedias para fazer. Desiludiste-me, ficas-te muito aquém das minhas expectativas.
Um dia acordei e fiz de mim o meu mundo.
(...)
Um dia acordei e fiz de mim o meu mundo...
Um dia acordei e fiz de mim o meu mundo...
Peça de teatro real
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Fugi do meu corpo como o diabo foge da cruz. Nem sei porquê, mas sei que um dia acordei e já não era eu mesma. O meu corpo continua num movimento contínuo de esforço onde se move lentamente para realizar tarefas banais do dia-a-dia, porém, a minha alma, a minha essência, essa desapareceu por completo. Olho para dentro de mim mesma e não encontro nada mais nada menos do que um enorme vazio que um dia já foi algo grande que se tornou nada mais nada menos do que uma realidade negada que deu origem a algo negro, e profundo. Um dia eu era rainha de mim mesma, dona do meu mundo e consequentemente do meu nariz, tinha ideias e soluções, problemas e pessoas envolvidas. Num outro dia acordo e não sou ninguém, sou triste e infeliz. Parece que tudo não passou de um sonho e que este corpo não me pertence, diria que tal como no livro Nómada (onde eles retiram as almas dos corpos e os colocam noutros, ou qualquer coisa parecida com isso) esta alma não pertence a este corpo.
Will be continued ..
Quem é Christine Scarlett?
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Christine Scarlett é uma personagem fictícia criada com o simples intuito de me completar. É o oposto a mim em todos os sentidos. Penso que seja uma pessoa mais forte e corajosa que não se deixa levar pelas emoções. Tem sonhos e objectivos na vida, eu não. Falo dela com um certo carinho e uma grande mágoa, gostava de ser como ela, uma lutadora. Enquanto isso eu simplesmente desisto. Desisto de tudo e todos, de fazer o que quer que seja. Perco o interesse em tudo e não sei achar soluções para os meus problemas. Eu sou fraca, sou desistente. Não sou nada mais nada menos do que uma sobrevivente que "vive" com os restos dos outros. Sou composta de mil fragmentações, de inúmeros recortes e de pedacinhos de tecido miseráveis, Christine é formada pelo melhor tecido, um tecido novinho em folha, um exemplo de mulher.
Ao longo do tempo pretendo falar nela como um outro eu sem vícios, completamente do zero.
PS: Todos os antigos textos/comentários do blog foram apagados.
Façam o favor de serem felizes.
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